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Rádio do Apocalipse Russa Dispara 15 Códigos Sinistros e Acende Alarmes Globais

UVB-76, o zumbido fantasmagórico da Guerra Fria, explode em atividade frenética com menções à OTAN – o que a Rússia está tramando?

Imagine uma estação de rádio que zumbe sem parar há décadas, como um alarme fantasmagórico da Guerra Fria, e de repente explode em atividade frenética. É exatamente o que aconteceu com a UVB-76, conhecida como “A Campainha”, “O Zumbido” ou, de forma mais sombria, “Rádio do Apocalipse”. Essa transmissão russa de ondas curtas, ativa desde os anos 1970, ficou excepcionalmente agitada na última semana, disparando pelo menos 15 mensagens criptografadas que deixaram radioescutas e analistas militares em alerta máximo.

Tudo começou na segunda-feira, com três sinais codificados, seguidos por impressionantes oito na quarta-feira – uma enxurrada incomum para uma frequência que costuma pausar por semanas ou meses. As mensagens misturavam números, letras e palavras enigmáticas como PEPPER SHAKER, TRANSFER, PABODOLL, SPINOBAZ, FRIGORIA, OPALNY, SNOPOVY e MYUONOSVOD. Na sexta-feira, o mistério se aprofundou: sons fracos de música ecoaram, misturados a rajadas longas de código Morse, aqueles bipes curtos e longos que só fazem sentido com o manual certo.

Especialistas ligam a UVB-76 ao alto comando militar russo, um canal possível para ordens secretas a tropas ou agentes infiltrados. Sua localização exata é segredo – uma foto aérea de 1984 mostra o antigo transmissor em Povarovo, mas ela já mudou de lugar. Atividades assim explodem em crises, como a guerra na Ucrânia, e agora, com menções diretas à Letônia (um país da OTAN) em códigos como “NZHTI NZHTI 15854 LATVIA 5894 4167”, o pânico se espalha pela Europa.

O pico de quarta-feira veio às 1h07 (horário do leste dos EUA) e durou até 4h26, segundo o portal news.ru. Antes disso, um drone ucraniano derrubou a energia local em novembro, silenciando a estação por um tempo – mas ela voltou mais voraz, com alertas que poderiam invocar o Artigo 5 da OTAN, arriscando uma escalada nuclear global.

Figuras como o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, não escondem a gravidade: em Berlim, ele disse que “a Rússia trouxe a guerra de volta à Europa, e devemos nos preparar para o tipo de conflito que nossos avós enfrentaram”. Carns, outro alerta, avisa: “A sombra da guerra bate à porta da Europa”. Um ouvinte russo no X resumiu o bizarro: “15 mensagens de uma vez? Normalmente é uma por mês”. O Morse, simples e indetectável, transforma ruído em comandos letais para quem sabe decifrar.

Enquanto o zumbido constante persiste, como um eletrodoméstico quebrado no fim do mundo, o que esses sinais preparam? Ninguém sabe – mas o silêncio entre eles é o que mais assusta.

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