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Mistério no Céu dos Anos 1950: Flashes Estelares que Desafiam a Ciência

Imagine só: estamos nos anos 1950, bem antes do Sputnik 1 colocar o primeiro satélite no espaço, e astrônomos no Observatório de Palomar, na Califórnia, capturam no céu pontos de luz que surgem e somem em menos de uma hora. Esses “transientes”, como são chamados, apareceram em placas fotográficas antigas, digitalizadas agora, e coincidem estranhamente com testes nucleares da Guerra Fria e picos de relatos de OVNIs. Um estudo recente de Beatriz Villarroel, da Suécia, e Stephen Bruehl, dos EUA, publicado na Scientific Reports, sugere conexões que vão além do acaso, mas sem provar nada definitivo.​

As Descobertas que Intrigam

Analisando mais de 2.700 dias de dados entre 1949 e 1957, os pesquisadores encontraram transientes em 310 noites, com até milhares de flashes em um só dia, sempre ausentes em fotos anteriores ou posteriores. Curiosamente, esses eventos eram 45% mais prováveis em janelas de ±1 dia de testes nucleares americanos, soviéticos ou britânicos – e cada relato extra de OVNI no dia aumentava os transientes em 8,5%. Exemplos marcantes incluem alinhamentos retos de pontos luminosos, como em 1952, durante a famosa onda de avistamentos sobre Washington D.C., captados tanto por radar quanto a olho nu. Não é pouca coisa: em dias com testes e relatos de OVNIs, o número de transientes explodia, como se algo estivesse reagindo lá em cima.​

Astrônomo Edwin Hubble observando através de um telescópio no Observatório Palomar em 1949.(Crédito da imagem: Getty Images)

Hipóteses na Mesa

E se esses flashes forem reflexos de objetos artificiais em órbita, atraídos por explosões nucleares? Bruehl, anestesista fascinado por OVNIs, levanta essa possibilidade, ecoando relatos antigos de luzes metálicas perto de bombas atômicas. Outra ideia: um fenômeno atmosférico inédito gerado pelas detonação, injetando poeira radioativa que brilha como estrelas fugidias. Mas os autores descartam contaminação das placas ou detritos de bombas, pois os pontos são nítidos, não borrões, e ficariam imóveis só em altitudes impossíveis na época.​

Vozes Céticas na Comunidade

Nem todo mundo embarca nessa. Astrônomos como Michael Garrett, do Reino Unido, elogiam a criatividade, mas alertam para a baixa qualidade dos dados pré-Sputnik e relatos anedóticos de OVNIs não validados. Robert Lupton, de Princeton, e Nigel Hambly, da Escócia, apontam defeitos nas placas: poeira, arranhões na digitalização ou difração de estrelas brilhantes podem criar alinhamentos falsos. “A ciência exige replicação e paciência”, diz Garrett, prevendo que dados melhores dissipem as correlações. Faltam exames forenses nas placas originais para separar fato de artefato.​

Para Onde Vai Isso?

O debate reacende o interesse em Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), impulsionado por vídeos da Marinha dos EUA recentemente. Especialistas pedem análises independentes em outros arquivos astronômicos pré-1957. Seja tecnologia militar secreta, visitantes espaciais ou meros truques da fotografia antiga, esses flashes de 70 anos atrás nos lembram: o céu ainda guarda segredos que desafiam explicações fáceis. Quem sabe o que uma olhada mais de perto nas placas originais vai revelar?

​Fonte: https://www.livescience.com/space/extraterrestrial-life/no-easy-explanation-scientists-are-debating-a-70-year-old-ufo-mystery-as-new-images-come-to-light

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