Fenômeno Raro Capturado em Possagno Desafia Explicações Iniciais
O fotógrafo especializado em fenômenos naturais Valter Binotto registrou pela segunda vez um impressionante halo vermelho circular pairando sobre Possagno, uma pacata cidade alpina no norte da Itália com apenas 2.200 habitantes, em 17 de novembro de 2025, às 22h45 locais. Essa formação luminosa, com diâmetro estimado em 200 km e altitude de cerca de 100 km, surgiu brevemente e lembra um OVNI, mas resulta de um ELVE – Emissões de Luz e Perturbações de Baixa Frequência Muito Devidas a Fontes de Pulso Eletromagnético –, desencadeado por um raio superpotente de 303 kA durante uma tempestade intensa próxima a Vernazza, a 300 km de distância. Diferente de descargas comuns, que chegam a 10 kA, esse pulso eletromagnético (EMP) viajou até a ionosfera, excitando moléculas de nitrogênio e produzindo o brilho rubro efêmero, visível por apenas um milissegundo.
Repetição Inesperada e Habilidade do Fotógrafo
Essa não é a primeira ocorrência em Possagno: em 27 de março de 2023, Binotto capturou um anel similar, porém mais vibrante, originado de uma tempestade perto de Ancona, a 280 km dali. A repetição deve-se à expertise do fotógrafo, que usa equipamentos especializados para detectar flashes ultrarrápidos – 100 vezes mais rápidos que um piscar de olhos –, e não a condições únicas da localidade, pois ELVEs são visíveis de centenas de quilômetros. Descobertos nos anos 1990 por imagens da NASA em shuttles espaciais, esses eventos ionosféricos (entre 80 e 644 km de altitude) desafiam a observação direta, exigindo sorte ou tecnologia avançada.
Ciência por Trás dos ELVEs e Fenômenos Relacionados
ELVEs integram os Eventos Luminosos Transitórios (TLEs), grupo de fenômenos ópticos raros ligados a raios intensos, como sprites em forma de “medusa vermelha” com tentáculos de plasma zigzagueantes e jatos gigantes azuis visíveis do espaço. Os campos elétricos desses ELVEs funcionam como aceleradores de partículas, gerando raios X, elétrons relativísticos e flashes de raios gama terrestres, sem riscos ao solo, mas valiosos para estudar raios cósmicos potentes, segundo a NOAA. Diferem das auroras vermelhas, causadas por oxigênio, e marcam precisamente o impacto do EMP na ionosfera.
Implicações e Curiosidades Adicionais
Embora raros, ELVEs ocorrem globalmente em tempestades severas, e a captura dupla de Binotto destaca o avanço em astrofotografia amadora. Pesquisas recentes indicam que esses fenômenos podem influenciar a propagação de ondas de rádio de baixa frequência, impactando comunicações militares e científicas. Possagno, nos Alpes, beneficia-se de céus escuros ideais para observações, reforçando o papel da paciência e precisão técnica nessa façanha dupla.
Fontes:
- https://www.livescience.com/planet-earth/weather/bizarre-ufo-like-halo-of-red-light-appears-over-small-italian-town-for-the-second-time-in-3-years
- https://menafn.com/1110409278/Italian-Skies-Glow-Red-Again-UFO-In-Sight-Photographer-Spots-Rare-Halo-For-Second-Time-In-3-Years
- https://www.ndtv.com/feature/mysterious-red-halo-spotted-over-italian-town-for-second-time-in-3-years-9714665



